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Número de Trabalho: 40

Administração de comprimidos na UCI neonatal: demanda de adaptação e suas implicações éticas e técnicas no Brasil

Administração de comprimidos na UCI neonatal: demanda de adaptação e suas implicações éticas e técnicas no Brasil

Há algumas razões para a carência formulações líquidas orais no mercado. Essas formulações têm menor estabilidade, menor prazo de validade e são mais difíceis de armazenar, o que resulta na preferência pela fabricação de formas sólidas. Para administrar comprimidos ou cápsulas em neonatos, é necessária a manipulação de preparações extemporâneas obtidas por meio da clivagem e/ou trituração de comprimidos e abertura cápsulas. No Brasil, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 67/2007 regulamenta que essas preparações estão sob responsabilidade técnica do farmacêutico, de modo a garantir qualidade microbiológica, química e física dos medicamentos no hospital. No entanto, em hospitais onde não há sector de farmacotecnia, o preparo desses medicamentos é feito pela equipa de enfermagem na unidade de interação, o que contraria a norma vigente, compromete a atividade dos profissionais da enfermagem e a segurança dos pacientes. Objetivo: O presente estudo objetivou determinar a demanda de comprimidos adaptados a fim de confrontar as recomendações éticas e técnicas. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo e analítico, referente ao ano de 2018, realizado a partir da avaliação das prescrições médicas e do relatório de dispensação de medicamentos, na unidade de cuidados intensivos (UCI) neonatal, sob autorização do comitê de ética e pesquisa (Plataforma Brasil: CAAE 13306919.8.000.5292). Resulados: Foram analisadas as prescrições de 368 neonatos, 58 (15,7%) necessitaram utilizar comprimidos que precisaram ser adaptados para a forma líquida, o que resultou em um total de 4.793 manipulações executadas pela equipa de enfermagem, uma média de 13,13/dia. O modo de preparo padrão consistiu em triturar o comprimido e suspender o pó em água. Os medicamentos mais adaptados foram os diuréticos (3.969 comprimidos), seguido de anti-hipertensivos (867) e do Ácido Ursodesoxicólico 150 mg (404), como demonstrado nas representações gráficas abaixo. Conclusão: Concluiu-se que o perfil de comprimidos adaptados na UCI neonatal é semelhante aos resultados encontrados em outros estudos nesse contexto, os quais envolvem classes terapêuticas sem alternativa industrializada na forma líquida para uso oral, mas que são essenciais no tratamento de neonatos e crianças em terapia intensiva. O modo de preparo observado não é capaz de garantir a dose correta, nem a estabilidade da solução. Portanto, um sector farmacotecnia hospitalar tem função de preencher lacunas deixadas pela indústria de medicamentos, de modo a garantir não somente a norma vigente, mas também a segurança dos pacientes e a qualidade da assistência.

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