Newsletter

Receba a nossa newsletter

É profissional de saúde?

1

Login


BEM-VINDO AO APFH IMMERSIVE VIRTUAL CONGRESS

Recebeu os dados de acesso aquando da sua inscrição, via e-mail. Introduza os dados e desfrute do nosso Congresso

E-poster
Número de Trabalho: 06

Monitorização dos Efeitos Adversos dos Inibidores dos Checkpoints

Monitorização dos Efeitos Adversos dos Inibidores dos Checkpoints

Introdução

Apesar dos importantes benefícios clínicos da imunoterapia com a utilização dos inibidores dos checkpoints imunológicos (ICPI), incluindo o aumento da sobrevida geral, estes medicamentos, ao aumentar a atividade do sistema imunológico, estão associados a eventos adversos significativos relacionados com o sistema imunológico (irAEs – immune-related adverse events), que podem afetar qualquer órgão ou sistema do organismo.

Objetivo

Revisar alguns aspetos relacionados com a correta identificação e tratamento dos irAEs associados aos ICPI, com vista a aumentar a segurança e eficácia da terapêutica com esses fármacos. Métodos: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura de artigos científicos obtidos a partir da PubMed, utilizando os termos de pesquisa “immune checkpoint inhibitors adverse effects” e “immune-related adverse events of checkpoint inhibitors”. Esta pesquisa foi efetuada em agosto de 2020. Foram também consultados os resumos das características do medicamento (RCMs) dos ICPI com autorização de introdução no mercado (AIM) em Portugal.

Resultados

De entre os ICPI já autorizados e disponíveis atualmente no mercado farmacêutico encontram-se os seguintes (por ordem de cronológica de autorização): ipilimumab, nivolumab, pembrolizumab, atezolizumab, avelumab, durvalumab e cemiplimab. A maioria dos eventos adversos associados aos ICPI são de natureza autoimune e geralmente ocorrem durante os primeiros 3 meses de terapia, embora alguns possam ocorrer após a dose final ter sido administrada. As toxicidades inflamatórias associadas aos ICPI tendem a seguir um padrão inicial previsível afetando, por ordem cronológica, a pele, o trato gastrointestinal, o fígado e as glândulas endócrinas. O sistema respiratório também é frequentemente afetado por pneumonite. Eventos moderados a graves requerem deteção precoce e tratamento adequado, particularmente em doentes com história de transplante ou doença autoimune pré-existente. Na maioria dos casos, as reações adversas podem ser tratadas com interrupção do tratamento e/ou terapia de suporte, que inclui, nas reações adversas mais graves, a administração de imunossupressores (por exemplo, corticosteroides, infliximab, adalimumab, golimumab, etanercept, certolizumab, micofenolato de mofetil, tacrolímus, azatioprina), sendo muito importante o envolvimento e a colaboração de toda a equipa multidisciplinar de saúde e do próprio doente e cuidadores.

Conclusões

Ao aumentar o conhecimento da equipa multidisciplinar de saúde e do doente e ao proceder à identificação imediata e ao tratamento precoce e adequado, muitos irAEs podem ser atempadamente revertidos, com o consequente aumento da segurança e eficácia da terapêutica com os ICPI.

Relacionados

E-posterE-poster

poster

Administração de comprimidos na UCI neonatal: demanda de adaptação e suas implicações éticas e técnicas no Brasil

Michelle Silva Nunes

E-posterE-poster

poster

Administração de Fármacos por Sonda

Idalina Freire

E-posterE-poster

poster

A Unidade de Farmácia Pediátrica na infeção por SARS-CoV-2

Sérgio Nobre

E-posterE-poster

poster

Estabilidade química e física dos medicamentos citotóxicos

Sara Cristina Ferraz Portugal